Mas, e se ele decide parar?
Isto de estar só dependente do acaso,
Do imponderável, dos tic´s e tac´s
Ritmados por uma frágil folha,
Para que a árvore seja ela por toda,
da raiz ao topo e Nada fosse
sem o seu simples batimento,
é uma grande chatice!
E todas as histórias do mundo
Carregadas de amor e carne?
Como seriam contadas e escritas
Sem o bombear que corre em seiva
E que cria a pele que alimenta
A pena dos poetas?
E os seus delírios deliciosos,
Naqueles manjares com Deus,
Que lá lhes liberta o vento…
Paternal e movimento,
Ainda que alguns não saibam e ateus?
Uma pequena folha,
Que em milhões de sopros,
É afinal a vida inteira!
Óscar Dinis

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