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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
reciclada - cidades invisíveis
Uma sessão de berros
sábado, 20 de julho de 2013
Balada do Diabo
cheio de Lata... Aqui vai; camé hamé háaaaaaaaaaa:
sábado, 23 de março de 2013
Livre!
Deixei finalmente de procurar ordem no caos. Tornei-me imune; não há patogenia social que neste momento me consiga causar grandes alterações sistémicas. Não há um mínimo motivo mordente para a circense crueldade, para a iniquidade, para a violência, humilhação, exploração, crime, perdão ou redenção; há simplesmente algo precioso que se dissolve nas manhãs humedecidas, perdura nas noites perdidas, passeia pelas tardes empoeiradas. Algo que recupero, revivo, exponencio ao quociente do mais ínfimo que sou: A Liberdade! Agora sim, estou Livre, agora que sabem que não lhes pertenço nem nunca pertencerei!
segunda-feira, 11 de março de 2013
Canção de escravos + Chibos da Pide
Canção de escravos + Chibos da Pide
Apeteceu-em berrar!
Letra:
Vai, segue o teu caminho
p'ra sempre desventurado
seca as gotas de suor
seca o sangue derramado
e aparece-te o demónio com mais duas concubinas
p'ra aumentar seu património
pô-las a render nas esquinas
mas a guita nãso chegava
nem pra viver 30 vidas
criou uma legião de prostitutas lenocidas
com ladrões e homicidas
veio o filho do diabo
com algemas e cadelas
quer fazer de ti seu escravo
não te dês por bagatelas
diz mentira quem decide
por que verdade vais viver
são meros chibos da PIDe
estão prontos pra te vender
suportaste mais uns quantos
chafurdaste em podridão
eles não podem roubar
o que te vai no coração
és mais um homem que caiu
aos pés de um pequeno deus
não contente com teu sangue
pediu-te sangue dos teus
transforma essas mãos em lança
não tenhas medo de matar
fura o diabo na pança
mete essa besta a chorar
.....
Apeteceu-em berrar!
Letra:
Vai, segue o teu caminho
p'ra sempre desventurado
seca as gotas de suor
seca o sangue derramado
e aparece-te o demónio com mais duas concubinas
p'ra aumentar seu património
pô-las a render nas esquinas
mas a guita nãso chegava
nem pra viver 30 vidas
criou uma legião de prostitutas lenocidas
com ladrões e homicidas
veio o filho do diabo
com algemas e cadelas
quer fazer de ti seu escravo
não te dês por bagatelas
diz mentira quem decide
por que verdade vais viver
são meros chibos da PIDe
estão prontos pra te vender
suportaste mais uns quantos
chafurdaste em podridão
eles não podem roubar
o que te vai no coração
és mais um homem que caiu
aos pés de um pequeno deus
não contente com teu sangue
pediu-te sangue dos teus
transforma essas mãos em lança
não tenhas medo de matar
fura o diabo na pança
mete essa besta a chorar
.....
sábado, 14 de julho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
Cantiga do Cão
Já estou feito num 8
já nem dobro bem a espinha
Ofereceste-me um biscoito
fizeste-me uma festinha
mas de festas já estou farto
chegaste-me a roupa ao pelo
tu tens pele de lagarto
deixa lá de ser camelo
já estou farto de ser cão
passar a vida a ladrar
estou farto de assim latir
ter essa trela a puxar
já só quero a Liberdade
estou cansado de uivar
para lá esse chicote
tu não me consegues vergar/matar/calar
Já estou feito num 8
já nem dobro bem a espinha
Ofereceste-me um biscoito
fizeste-me uma festinha
mas eu quero a Liberdade
já estou farto de amparar
amparar esse teu jogo
como chicote a vergastar
já só quero a Liberdade
tenho de a libertar
tu nunca serás meu dono
amanhã vou-te ferrar
terça-feira, 12 de junho de 2012
Fado da Guitarra Empenada
Fado da Guitarra Empenada
Nova letra do Óscar:
fado da guitarra empenada ( castelhano das docas)
trago mi bandera blanca
más di rojo mi intiendo
trago el sangre que mi corre
logo yo que no lo vendo
tieno vagas em mi fonte
em mil ganas di vivir
lo que viena á defronte
qui si prepare a morir
trago mi bandera blanca
más di rojo mi intiendo
trago el sangre que mi corre
logo yo que no lo vendo
tieno vagas em mi fonte
em mil ganas di vivir
lo que viena á defronte
qui si prepare a morir
si mi alma ajoelhada
inda viene a estrebuchar
ti prepara para a luta
que a no la vás ganar
no mi rindo e no mi vendo
a la muerte vou sorrir
trago mi bandera blanca
tens que de rojo a tingir
inda viene a estrebuchar
ti prepara para a luta
que a no la vás ganar
no mi rindo e no mi vendo
a la muerte vou sorrir
trago mi bandera blanca
tens que de rojo a tingir
Letra Antiga (algo a reaproveitar para outra eventual canção) :
Nuvens plumbeas povoavam céus de medo
não é tarde nem é cedo Disseram à multidão
com a mão direita no ar
empunhando armas brancas e alfaias
pra te arrancar o coração
esperam que caias num leito sujo
emparedados pelo asco
enebriados por um faustoso banquete
quando viram que ruia o palacete
e agora pra viver
era matar ou morrer
pois
a única coisa garantida
era um fato por medida
para usar no fim da vida
tenho armas d'arremesso à minhas esquerda
e trago às costas um canhão
de pau
feito pelo meu avô que caiu morto
quando não teve mais sangue pra lhes dar
nunca devias ter saido da caverna nem gritado aos 4 ventos
que a vida não é eterna
e agora vão-te comer
já tens malta a preparar banhos maria condimentos e feijões e uns coentros
caldeirões a fervilhar
lá estão todos a cantar arpas na mão
e sacas do teu arpão para 4 trespassar e cais no chão
em posição comedida
pois a única coisa garantida é o fato por medida
para usar no fim da vida
Esboço do fado:
Download do Fado da Guitarra empenada - Clique para Sacar!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Adriano Correia de Oliveira - Fala do Homem Nascido
Uma excelente canção interpretada por Adriano Correia de Oliveira. e baseada num poema do grande poeta António Gedeão A ideal para iniciar o Fanzine do nosso Blog:
Música: José Niza
Viola: Rui Pato
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira (in LP "Cantaremos", Orfeu, 1970, reed. Movieplay, 1999; "Obra Completa": CD "Adriano Canta José Niza", Movieplay, 1994, 2007)
Música: José Niza
Viola: Rui Pato
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira (in LP "Cantaremos", Orfeu, 1970, reed. Movieplay, 1999; "Obra Completa": CD "Adriano Canta José Niza", Movieplay, 1994, 2007)
domingo, 13 de maio de 2012
A raposa e o Caçador
olá raposa matreira/não me ferras mais o osso/ó cadela arruaceira/ tens coleira ao pescoço/não pensei ser caçador/nem nunca pensei matar/ mas raposinha matreira/ já estou pronto a disparar/tenho facas n'algibeira/ p'ra se o tiro me falhar/ é demais a vida inteira/ com teu dente a ferrar/ E se as facas me roubares/ e já nada mais houver/tenho mãos nuas despidas/ para o que der e vier...
terça-feira, 27 de março de 2012
5 da manhã...
um tiro soou eram 5 da manhã
na noite gelava eram 5 da manhã
e afinal...foi sempre a abrir
O beto morreu eram 5 da manhã
o ódio nasceu eram 5 da manhã
na noite calada eram 5 da manhã
e afinal...foi sempre a abrir
Fomos presos numa lavagem hipocrital
subornaram os nossos xatos de estimação
a bófia acalmou eram 5 da manhã
e afinal...foi sempre a abrir
"Lá vem a bófia pa me prender
mas é a noite que não quer ir embora
velho boémio podes dormitar
que dessa rua não te pôem fora
O senhor conde já foi caçar
já deu o tiro que o dia implora
velho falcão podes voar
voa falcão pela noite fora
Subo á montanha que o tempo adora
e sinto um vento que o meu rosto aperta
cavalo livre de cabelos soltos
mostra as montanhas da liberdade."
O beto caiu eram 5 da manhã
um corvo sorriu eram 5 da manhã
na noite cantada eram 5 da manhã
e é fatal...que o mundo gire!
Óscar Dinis
sábado, 17 de março de 2012
Tenho saudades...
Das tuas mãos sem vaidade
Em cada sonho que invento
E do teu corpo que recorda
Três flores de branco nascidas
Em cada riso de um beijo
És liberdade
És espetacular verdade
Pouco importa a sociedade
Se assim não for que sorte...
Morrer por ti
Alindar sonho supremo
Pouco importa a sociedade
Sem ti que venha a morte
Tu és a fonte do meu pleno
Meu regato coração
Deus eterno sem saberes
Aldeia humilde deslumbrante
Terra raiz semeada
Orgulho, ventre...mulher!
Letra e música Óscar Dinis
sexta-feira, 16 de março de 2012
A Parábola do meteorito + Canção 30 Dinheiros
Fotos da autoria do meu amigo Filipe Seco, do tempo em que resolvemos participar numa mostra de arte louzanense.A Parábola do meteorito
Toda a cidade havia sido evacuada.
Vagarosamente, no seio da multidão que circundava o concelho, arrastava-se um vulto de feições cadavéricas e precocemente envelhecidas. Alienado pelo desgaste insone do pensamento descontínuo observava o Nada, aquele nada que habita no ponto de fuga do infinito e das memórias dissociadas da lógica e da realidade.
Los Gallos
Tema cantado por Óscar Dinis do original de Chicho Sanchez Ferlosio
quinta-feira, 15 de março de 2012
O Velho e o Pombo + Último Sol
A banda Sonora: Último Sol
O velho sentou-se mais uma vez no banco de jardim. Fê-lo vagarosamente, controlando assim o macerar doloroso de seus ossos. Abriu um saco de plástico, o mesmo de sempre, retirou um pão do dia anterior religiosamente guardado para os seus amigos pombos e ficou à espera. Suas mãos enrugadas contraiam-se em tremores involuntários e suas veias salientes latejavam marcando os segundos que compunham o martelar efémero do tempo. Eram quase nove horas da manhã.
O velho sentou-se mais uma vez no banco de jardim. Fê-lo vagarosamente, controlando assim o macerar doloroso de seus ossos. Abriu um saco de plástico, o mesmo de sempre, retirou um pão do dia anterior religiosamente guardado para os seus amigos pombos e ficou à espera. Suas mãos enrugadas contraiam-se em tremores involuntários e suas veias salientes latejavam marcando os segundos que compunham o martelar efémero do tempo. Eram quase nove horas da manhã.
terça-feira, 13 de março de 2012
Amiga, adeus, sem fim...
cabana de um pastor
Jurei veludo nos teus medos
primeiro livro...amor
domingo, 11 de março de 2012
Correu no vento uma história...
Correu no vento uma história
Que te falavam de mim
Como tu não há memória
Nunca se viu nada assim
Trago-te sempre no peito
Onde à luz de um candeeiro
Bate um galeão desfeito
Pelas vagas de um jardim
Se é toda minha a saudade
De morrer em sentimento
É toda tua a verdade
Água…poema meu fim
Se a vida soubesse a perda
Chorava no teu regaço
As velhas lendas de aldeia
Que te falavam de mim
Óscar Dinis
Pelas noites dos meus sonhos..
Pelas noites dos meus sonhos
Pelas rosas do teu corpo
Fazer amor em silêncio
Voando em brisas…diamante
Nas catedrais que te ergo
Onde entro toda a vida
Um velho corvo sozinho
Num encanto miserável
Pelas flores da montanha
Pelo triste que me deste
Gritos de sangue…saudade
Pelo amor que me quiseste
Num céu azul moribundo
Como uma ave à procura
De eterno sol de fim de tarde
Asas de oiro…ternura
Óscar Dinis
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