quarta-feira, 27 de novembro de 2013
reciclada - cidades invisíveis
Uma sessão de berros
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Noites de quimera - último excerto
Noites de quimera - excertos do capítulo 99 e meio
---------------------------------------(aqui havia uma parte que metia vampiros e twilights e o catano)--------------
--------------------agora já não há! ------------------
Na manhã seguinte, apesar de estar um pouco ressacado, António experimentava, pela primeira vez em meses, uma sensação de paz. Tinha sido uma noite em cheio. O frenetismo do álcool e do jazz e dos saxofones-luxúria e das vozes que ouvia e das luzes que via e da embriaguez filosófico-existencial de uma conversa que não recordava, haviam-lhe incutido uma arrítmica e acelerada percussão cardíaca que lhe tirava o sono e o excitava sexual e artisticamente. A escultura que criara havia apaziguado sua inquietude, a posterior presença de Margarida também.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Noites de Quimera - I
Capítulo I / X
Aka Manah
Vejo Asco e ódio. Vejo flashes afiados como fios de garrotes. Vejo asfixia. Sinto escuridão.
Cheiro sabores de grito e tortura presos em armas agora decadentes que moraram na minha mão. Últimas palavras? - Não, nunca se ouvirão!
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Dorian Gray
Emerge da patética apatia um ser parasitário, infestante, endoplasmático, viscoso , hegemónico, emoliente de si próprio mas auto-insuficiente. Todo o monstro precisa de um escravo ou de um criador, porém não conheço nenhuma história, narrativa ou alegoria onde aquele que desempenha o papel divino não acabe morto pelas garras da fera.
sábado, 20 de julho de 2013
Balada do Diabo
sábado, 23 de março de 2013
Livre!
segunda-feira, 11 de março de 2013
Canção de escravos + Chibos da Pide
Apeteceu-em berrar!
Letra:
Vai, segue o teu caminho
p'ra sempre desventurado
seca as gotas de suor
seca o sangue derramado
e aparece-te o demónio com mais duas concubinas
p'ra aumentar seu património
pô-las a render nas esquinas
mas a guita nãso chegava
nem pra viver 30 vidas
criou uma legião de prostitutas lenocidas
com ladrões e homicidas
veio o filho do diabo
com algemas e cadelas
quer fazer de ti seu escravo
não te dês por bagatelas
diz mentira quem decide
por que verdade vais viver
são meros chibos da PIDe
estão prontos pra te vender
suportaste mais uns quantos
chafurdaste em podridão
eles não podem roubar
o que te vai no coração
és mais um homem que caiu
aos pés de um pequeno deus
não contente com teu sangue
pediu-te sangue dos teus
transforma essas mãos em lança
não tenhas medo de matar
fura o diabo na pança
mete essa besta a chorar
.....
segunda-feira, 30 de julho de 2012
O Licor
domingo, 17 de junho de 2012
Cantiga do Cão
Já estou feito num 8
já nem dobro bem a espinha
Ofereceste-me um biscoito
fizeste-me uma festinha
mas de festas já estou farto
chegaste-me a roupa ao pelo
tu tens pele de lagarto
deixa lá de ser camelo
já estou farto de ser cão
passar a vida a ladrar
estou farto de assim latir
ter essa trela a puxar
já só quero a Liberdade
estou cansado de uivar
para lá esse chicote
tu não me consegues vergar/matar/calar
Já estou feito num 8
já nem dobro bem a espinha
Ofereceste-me um biscoito
fizeste-me uma festinha
mas eu quero a Liberdade
já estou farto de amparar
amparar esse teu jogo
como chicote a vergastar
já só quero a Liberdade
tenho de a libertar
tu nunca serás meu dono
amanhã vou-te ferrar
terça-feira, 12 de junho de 2012
Fado da Guitarra Empenada
Fado da Guitarra Empenada
Nova letra do Óscar:
trago mi bandera blanca
más di rojo mi intiendo
trago el sangre que mi corre
logo yo que no lo vendo
tieno vagas em mi fonte
em mil ganas di vivir
lo que viena á defronte
qui si prepare a morir
inda viene a estrebuchar
ti prepara para a luta
que a no la vás ganar
no mi rindo e no mi vendo
a la muerte vou sorrir
trago mi bandera blanca
tens que de rojo a tingir
Letra Antiga (algo a reaproveitar para outra eventual canção) :
Nuvens plumbeas povoavam céus de medo
não é tarde nem é cedo Disseram à multidão
com a mão direita no ar
empunhando armas brancas e alfaias
pra te arrancar o coração
esperam que caias num leito sujo
emparedados pelo asco
enebriados por um faustoso banquete
quando viram que ruia o palacete
e agora pra viver
era matar ou morrer
pois
a única coisa garantida
era um fato por medida
para usar no fim da vida
tenho armas d'arremesso à minhas esquerda
e trago às costas um canhão
de pau
feito pelo meu avô que caiu morto
quando não teve mais sangue pra lhes dar
nunca devias ter saido da caverna nem gritado aos 4 ventos
que a vida não é eterna
e agora vão-te comer
já tens malta a preparar banhos maria condimentos e feijões e uns coentros
caldeirões a fervilhar
lá estão todos a cantar arpas na mão
e sacas do teu arpão para 4 trespassar e cais no chão
em posição comedida
pois a única coisa garantida é o fato por medida
para usar no fim da vida
Esboço do fado:
Download do Fado da Guitarra empenada - Clique para Sacar!
sexta-feira, 25 de maio de 2012
sábado, 19 de maio de 2012
Rasgo de Insanidade - Parte II
A existência esgota-se na anomia dos momentos e na permanência de toda a fugacidade que negligentemente infecta a renascença cerebral do fleumático sangue.
Imagino que o presente existe, composto por segmentos não lineares do tempo e persisto neste pensamento.Vagueio pela madrugada fora e trespasso a noite como se sangrasse meu próprio purulento coração com o punhal da divagação incoerente. Anestesio-me pelos sons longínquos e pelo pulsar da escuridão. A poeira humedecida pelo limbo da humidade fustiga-me os lábios e mata a sede que já não tenho. Urina, incenso e pão acabado de confeccionar emprestam ao ar seus odores de etílicos que me desinfectam a mente e o corpo que se translada agora para as catacumbas da acalmia insone.
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A mente dirigia-se para locais incertos, indefinidos como a certeza da existência da excrescência granítica que me calcinava o raciocínio e me perturbava a vontade.
A estrada evaporava no vento gélido da noite e as árvores eram silhuetas, braços estendidos ao alto, clamando por uma divindade, por uma transcendência, por uma osmose com os céus e com a terra e com os vultos negros e luminosos dos automóveis, que durante lapsos temporais me traziam de volta à crueza do mundo material.
O transe de ritmos que simulam o cardíaco e o circadiano paralelamente, melodias que se encontram e fazem prescrever o crime de amar; mortos que nos aconselham e mais uma vez o ódio a esta pele, nosso verdadeiro eu, que nos impede de abraçar o oxigénio que mais poderia ser gás inerte ou um frasco de éter numa qualquer faculdade de medicina. As articulações emitem sons sincopados em simbiose com a morte sempre presente por motivos indeterminados. O timbre do infinito acrescenta ao tédio do frenetismo interminável uma ondulação hormonal que faz lembrar a ausência de desejo, característica das depressões nervosas, bem como do consumo abusivo de determinado tipo de opiáceos.
Violência não concretizada e magma na alma, istmos de incoerência, discrepâncias de sentidos, intolerâncias visuais, o meu odor nauseabundo e horas e horas e minutos e tempo que flui no vazio de não querer estar aqui ou no aqui que existe quando não estou aqui. Aqui! Onde o Corpo - Pedra está.
A escatófaga epiderme assimila o fumo do ar e assume o seu odor como forma de ser dificilmente identificável no seio da harmoniosa pessoa-humanidade que é o conglomerado de vazios; buracos espaço-temporais, sem paixão, sem vontade, sem insanas reacções nucleares, sem cisões atómicas no espírito, sem reagentes do eu. Simplesmente toalhas absorventes e perfumadas que se podem encontrar em qualquer hipermercado.
Ainda não. Ainda não é hora de explodir num último grito e regurgitar todo o saque que fizemos na nossa última investida aos navios fantasma que povoam mares inavegáveis devido aos recifes de coral que emergem de milha em milha e submergem a medo, para nos fazer lembrar a nossa própria covardia; covardia esta sempre camuflada por grandes feitos e constantes blasfémias e desafios ao fim, frequentes desafios à casa-máquina-prisão que nos restringe a quem somos.
Crucificar o amor para que ele nos sobreviva. Esquecer a ilusão para que ela nos enlouqueça, perverter a sanidade para que ela nos abandone.
Divagações semi-oníricas sem significado aparente contaminam a vigília e o sono ausente acompanha todo o meu dia.
Sentir novamente a presença. A névoa esvai-se como o sangue que flui numa erupção de sentidos.Niágara desagua em mim, cascatas de estalactites trespassam minhas omoplatas e sinto um frio molhado em todos os meus poros. Minhas circunvoluções cerebrais mudam radicalmente de sentido e eu sinto-as mudar.
Palmilho esta cidade que não é minha, acompanhado pelo deslumbramento de minha solidão; aquela solidão penosa e prazenteira que só os verdadeiros homens conhecem. Reconheço nas curvas sinuosas das ruas trilhos secretos que sei já ter percorrido, embalado por qualquer sentimento que não este, num qualquer momento que não o presente, sendo o passo seguinte o limite do futuro.
E procuro!
Tenho a sensação de que tudo se perdeu algures num tempo inexistente, num delírio qualquer de um louco ébrio que caminha, apenas porque o pânico o impele a fugir de um monstro inexistente.
Vivo no olhar vazio de alguém que ouve minhas palavras e no silêncio frio desta noite que não me ama. Morro na chama da confusão que me impede de reordenar as estrelas e formar minhas próprias constelações, alfabetos intergalácticos, símbolos matemáticos de sensual solidez arrepiante. Perco-me nas ondas fosforescentes que rebentam contra meu corpo e na iridiscência orgástica que percorre minha pele com seus dedos mecânicos e inorgânicos, fustigantes como as mãos de mil amantes adoradas, como fadas ofegantes que me trucidam numa estrada, feitas de carne e de nada.
Sou agora hospedeiro das gotas de nevoeiro, das ruas desertas, povoadas por frases incertas, proferidas por fantasmas inacabados.
Rasgo de Insanidade - Parte I

As árvores pareciam sombras celestes, vapores sólidos que emanavam do solo pela manhã. Contemplava o nascimento do dia, o céu ainda nubloso através do vidro fumado da retina. O dia, que tal como as células de nosso corpo, se sucede e efectua as mesmas viagens num pequeno grande ciclo, prisioneiro de uma infinidade de ciclos imensos que se sucedem, precedem, antecedem e invariavelmente se repetem. Caminhava por entre o labirinto de minhas circunvoluções cerebrais, fechado no cativeiro da redundante da existência, enclausurado na chaga purulenta de uma ferida macrocosmico-biliar.
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O sangue transforma-se em oxigénio líquido e, liquidado pela gélida temperatura do cosmos, solidifica, edificando uma estrutura ramificada como as árvores vestidas pelos flocos de neve que me sepultam. Exulto de raiva e dispo-me da carne que se despede de mim explodindo em bocados e causando graves danos nas viaturas que se encontram estacionadas metros à frente. Os ossos evaporam-se e os alvéolos pulmonares paralisam. Vesícula biliar fungiforme e coração poroso de urânio empobrecido.
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O momento presente é aguardar que o sonho passe e edificar um complexo turístico dedicado às artes circenses. Deglutir, defecar, dormir e definhar.
Perceptir as coisas na homeopatia do tempo, onde o passado, o presente e o futuro se fundem na alucinação, na imaginação, no sonho e no desejo. Ver o visível e sonhar o impossível horas depois da imortalização dos acontecimentos na fita magnética da existência.
----------------------------------------------Um coliforme fecal de características macroscópicas flutua no rio e tudo isto se passa no microcosmos de bactérias que o habita.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
A raposa e o Caçador
sexta-feira, 16 de março de 2012
A Parábola do meteorito + Canção 30 Dinheiros
Fotos da autoria do meu amigo Filipe Seco, do tempo em que resolvemos participar numa mostra de arte louzanense.A Parábola do meteorito
Toda a cidade havia sido evacuada.
Vagarosamente, no seio da multidão que circundava o concelho, arrastava-se um vulto de feições cadavéricas e precocemente envelhecidas. Alienado pelo desgaste insone do pensamento descontínuo observava o Nada, aquele nada que habita no ponto de fuga do infinito e das memórias dissociadas da lógica e da realidade.
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