Deixei finalmente de procurar ordem no caos. Tornei-me imune; não há patogenia social que neste momento me consiga causar grandes alterações sistémicas. Não há um mínimo motivo mordente para a circense crueldade, para a iniquidade, para a violência, humilhação, exploração, crime, perdão ou redenção; há simplesmente algo precioso que se dissolve nas manhãs humedecidas, perdura nas noites perdidas, passeia pelas tardes empoeiradas. Algo que recupero, revivo, exponencio ao quociente do mais ínfimo que sou: A Liberdade! Agora sim, estou Livre, agora que sabem que não lhes pertenço nem nunca pertencerei!

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