sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Qualquer dia...


Vou sempre esperar-te à candeia do caminho, amor.
Vou sempre chegar no breu que percorri até ti
ainda antes do que penso e já te amava.
No meu fato cheio de noite amor,
de mangas suadas de escuridão amor,
ainda quase antes de te inventar.
Sim amor, que eu invento-te todos os dias, por isso te amo assim!
Quem me dera amor, ficar para sempre à candeia do caminho,
onde te vejo amor, onde te toco sem o nunca mais te ter.
Que este sonho nunca acabasse amor, que eu nunca mais acordasse,
se isso significasse viver para sempre o sonho contigo e tu pudesses ficar.
As tardes por aqui são noites desejadas.
É dia ainda amor, é realidade, são vasos, são mármores, são inócuas palavras frias.
Só quando adormeço volto a chegar,
e vou sempre esperar-te, à candeia do caminho.
E renasço, e renasço no teu beijo o sonho todo, e só morro quando acordo.


Óscar Dinis

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