quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Átila...a Mãe.

III-XII-MMXIII


A sala não era grande. Nada parecida com a de Wodan ou Odin. Não tinha 540 portas e não era toda de oiro concebida. Ali não existiam guerreiros. Só os que ali não "estavam" o foram. Imaginei que à noite a luz da sala fosse de metal reluzente pelas lanças dos valentes recolhidos pelas Valquírias ou das espadas dos escolhidos, mas entrei e não senti Humanidade. Apenas um, daqueles que eram, estava presente, e valia 400 dinheiros. Os restantes valiam milhares e figuravam e acenavam como cordeiros. Clóvis, em proto nome, denunciava o seu carisma, esmagador de mulheres à bruta força, alicerçado em bátegas de inconformismo alcoólico de quem não percebe a sua própria redução a nada! Valia um fio de azeite. Os outros, apesar disso, mais valiam. Houve também uma lenda de 1 dinheiro que pressupunha alentos e outras vertigens, mas guerreiros não havia, naquela sala cheia de gente vazia. O que era preciso era "acelarar", acalmar, e de vez por vez irritar a Mãe, a única que Havia, e dar de frosques, porque o "Império Único" já gemia.

Óscar Dinis

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